Acessibilidade nas empresas: o que vai além das rampas?
Ser uma empresa e um espaço acessível é garantir direitos iguais a todos os cidadãos, funcionários e clientes. E, atualmente, é fundamental compreender como essa prática vai além da adoção de rampas de chão ou pisos táteis. Vem saber mais como a sua empresa pode se tornar mais acessível!

Para o quê/quem serve a acessibilidade?
Adotar medidas de acessibilidade na sua empresa garante que tanto colaboradores quanto clientes possam desempenhar seus papéis e usufruir dos serviços ofertados em sua plenitude.
Desse modo, pessoas com deficiência, seja ela física, visual, auditiva ou, inclusive, dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA), são incluídas e têm a possibilidade de engajar efetiviamente na sociedade, sem que a discriminação e o preconceito as impessam de acessar os seus direitos.

Legislação Brasileira: o que a lei diz sobre acessibilidade
A necessidade de tornar um espaço acessível consta, também, na Constituição Federal. Aparece pela primeira vez em 1988 e recebe maior enfoque em 1991, tornando-se, assim, prática obrigatória de qualquer estabelecimento, físico ou virtual.
A principal norma que rege esse posicionamento é a ABNT NBR 9050: “uma série de normas que tem como principal objetivo possibilitar a acessibilidade a todas as pessoas portadoras de deficiências ou com mobilidade reduzida”.
Além disso, o Comitê Brasileiro de Acessibilidade (ABNT-CB/040) é o responsável, atualmente, pela “normalização no campo de acessibilidade, atendendo aos preceitos de desenho universal, estabelecendo requisitos que sejam adotados em edificações, espaços, mobiliários e equipamentos urbanos, meios de transporte, meios de comunicação de qualquer natureza (…) para que possam ser utilizados por pessoas portadoras de deficiência”.
É essencial entender, portanto, quais medidas a sua empresa pode tomar para ser mais acessível.

Práticas de acessibilidade para a sua empresa
Como discorrido anteriormente, a acessibilidade deve atender a diferentes necessidades.
Para pessoas com deficiências físicas, faz-se necessário a adoção, sim, de rampas de acesso, mas, também, de adaptações em sanitários, de elevadores especiais, corrimão e solo mais plano e regular.
Pessoas com deficiências visuais podem ser beneficiadas com pisos, mapas e placas táteis, além de guias sonoros nos elevadores e demais ambientes.
Já as pessoas com TEA são mais acolhidas quando a equipe de funcionários recebe treinamentos para melhorias na comunicação interna e no acolhimento, bem como com a redução de ruídos do ambiente.
Vale ressaltar que tais indivíduos são mais acolhidos com essas práticas de acessibilidade mas, ainda sim, são pessoas independentes. Por isso, devem ser respeitadas e receber ajuda apenas quando sinalizarem essa necessidade.

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